segunda-feira, 26 de março de 2012

3ª aula Rose ( 3º ano, Coronel Pilar)


Hoje foi o terceiro encontro. Como na semana passada havíamos encerrado a aula com o vídeo “Pra que serve a arte?”, vídeo este com muitas imagens da arte moderna, do design, uma música eletrônica de fundo acompanhado a velocidade que as imagens iam passando, e no final este vídeo acabava com uma frase do escritor irlandês Oscar Wilde, “Toda arte é inútil”. Praticamente 2 minutos depois de o vídeo acabar e a gente começar a falar sobre ele, a frase final e ainda sobre o papel da arte (isso se ela tiver um papel), soava o sinal. Então continuamos hoje a conversa. Inicialmente olhamos um vídeo “Arte e verdade em Nietzsche”, que falava sobre a arte na vida dos homens. Ou seja, este vídeo contrapõe o da aula anterior que ‘inutilizava’ a arte. Neste vídeo a arte é tida como meio de apreciação e igualmente meio por onde podemos retratar realidades tristes como é representado Guernica, tem um cunho social, e enfatiza a dor e destruição causadas pela guerra.
Depois disso lemos um texto, onde falava de arte contemporânea, lodo após a leitura conversamos sobre o texto, o vídeo e a arte na contemporaneidade. Usei como exemplo o cão que foi tido como obra de arte em uma exposição em São Paulo, cão este que ficou amarrado em uma sala sem água, comida e sem cuidados veterinários, (o cão era de rua e estava doente).
Começamos a falar sobre esta ‘obra’, a exposição do cão, do artista Nuno Ramos como, por exemplo, o que o artista tinha como intenção expor um cão doente, sem alimento padecendo até a morte. Será que ele tinha algum objetivo com isso, que objetivo seria?
Num último momento, olhamos um segundo vídeo sobre arte contemporânea, onde as pessoas eram entrevistadas na rua e falavam o que pensavam sobre a mesma.
Soou o sinal, fim da aula. Continuaremos no próximo encontro.





Os vídeos assistidos:

PS: Pessoal, não estou conseguindo carregar os vídeos, fico na dívida, assim que conseguir carregarei eles.

7 comentários:

  1. Esse "acontecimento" como obra é de Nuno Ramos? Creio haver algum engano...

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  2. Mil perdões, foi um engano. Retificando:
    O "acontecimento" como obra é de Guillermo Vargas Habacuc.

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  3. Se pesquisado no google... há muito repudio ao Guilhermo Vargas Habacuc. Como foi a reação dos estudantes? e qual a opinião deles? (fiquei curioso)
    Abraço Rose

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  4. Faço da curiosidade do Maurício a minha! Fiquei curioso em saber também qual o questionamento que têm balizado tais discussões em sala de aula? Seria o papel social da arte, ou a 'utilidade' da arte? Ou outro ainda?

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    1. Bom dia! Sim, Cris e Mauricio, houve repúdio por parte de toda a turma, deixei minha opinião implícita, apenas falei da arte contemporânea, falei sobre as instalações e citei este exemplo do cão amarrado, que ficou exposto sem alimento e água. Eu acabei não levando o nome do artista, tanto que cometi um equívoco, lendo sobre a matéria em um blog, acabei citando aqui que era do Nuno Ramos, (isso é bom para aprender a pesquisar em sites confiáveis, não se fiar apenas em blogs, mas ainda assim o erro neste caso foi meu, pois falava das instalações do Nuno Ramos, não a exposição do cão).Ainda, os estudantes questionarma sobre se alguém tinha feeito algo, e o que ocorreu com o cão. Depois ao fim da conversa uma menina me questionou se eu era a favor daquele tipo de exposição. "Que arte era aquela?", ela questionou. Alguns ficaram tão bravos que falaram coisas do tipo "Ah, se eu visse e mataria quem teve coragem de expor isso". Ai, depois de toda esta cnversa falei que eu não concordavam, mas questionei sobre os possíveis motivos de o artista fazer isso, bem como nãosaber o que de fato aconteceu ao cão após o término da exposição.
      Falei pra turma sobre o papel da arte, como podemos utiliza-la em nossas vidas. O que podemos pensar através dela.
      Falo de arte social Cris, isso sempre foi muito forte em mim, discutir questões sociais, "polêmicas". Creio até que em meu projeto deveria ter algo relacionado a isso, mas a gente vai mudando, amadurecendo e revendo. É um processo, hoje em dia eu penso tanta coisa a mais que chega a embaralhar as ideias.
      E isso, espero ter me feito clara. Abraços!

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    2. Rose, pergunto porque acho muito fácil às vezes cairmos no equívoco de ver em algumas obras (e dar uma atenção, um foco em demasia) impreterivelmente às questões sociais, tendo em vista que alguns artistas até trabalham com e a partir do social mas não necessariamente sobre o social, ou pretendem fazer algum tipo de 'protesto', ou ainda serem polêmicos... Como é o caso do Vick Muniz, por exemplo. Segundo ele próprio, a obra dele nunca teve a pretensão de 'transformar' o contexto das pessoas que o ajudaram na construção do "Lixo Extraordinário". Se transformou ou não, se foi polêmica ou não, foram as contingências. Cabe pensar: Será que o principal foco do Guilhermo Vargas Habacuc era ser polêmico? E se realmente for, será que nós enquanto educadores temos que dar tanto enfoque a isso, sendo que há tantas outras coisas para pensarmos a partir dessa obra e de tantas outras? Na minha opinião, fazer isso é como dar mais atenção à orelha do Van Gogh do que à sua pintura. Ser polêmico (na arte) não tem nada a ver com arte contemporânea e creio que nem com uma educação das artes visuais comprometida com a contemporaneidade. Esse é um traço do modernismo, que queria provocar uma revolução na arte e na sociedade mediante o abandono do passado e da tradição. Contemporaneidade tem mais a ver com resistência.

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  5. É Cris, na verdade cada espectador vai interpretar de um jeito, e isso pode não ter relação nenhuma com o objetivo do artista. Mas quando falamos sobre o tal cão exposto, apenas falamos da obra enquanto arte. O cachorro exposto como um objeto em uma bienal. Os alunos em boa parte se mostraram contra a exposição do animal.
    Eu inclusive fiquei neutra, paenas no final comentei alguma coisa que eu pensava, eles até me questinaram se eu era a favor daquilo.
    Disse que a gente via pelas ruas vários cães famintos e sarnentos e passava para muitos batido, corriqueiro, e que por estar ali em uma exposição acabou chocando o público.

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