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terça-feira, 19 de junho de 2012

Escrita não acadêmica - .Gli.

"Segundo suas palavras, somos defensores e perpetuadores de uma sociedade que cerceia as pessoas de sua liberdade de sentir?
É claro...professores, líderes religiosos e até amigos, aqueles chamados "amigos", levam o pouco que os pais deixaram. Eles nos impõem sentir apenas o que querem e apenas isso esperam de nós. Querem que desempenhemos o tempo todo para eles. Somos como atores - vagueando por esse mundo como fantasmas...uma busca sem fim para recuperarmos a imagem semi-esmaecida de nossa realidade perdida. Quando os outros nos obrigam a ser o que querem que sejamos, forçam-nos a destruir a que na verdade somos. É uma forma sutil de assassinato...os pais mais adorados e parentes próximos cometem este assassinato com sorrisos nos lábios."

Trecho de entrevista - Jim Morrison - 1967.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Diário Pedagógico - Gli.


Então... sabemos que o formato do diário proporciona bastante liberdade de ação, porém com a liberdade vem a responsabilidade e o risco é certo!
“O risco e a luta desenvolvem a astúcia e a inteligência estratégica.” (MORIN, 2005, p.82)
Como responder às questões? Continuam sendo as mesmas questões? De que aprendizagens falar? Quais dilemas levantar? Afinal são tantos esses dilemas, e existem também aqueles que não  percebemos...
Além dos dilemas reflexivos, o que fazer quanto à síntese necessária?
A opção do vídeo pode ser uma maneira de responder, mas é também complexa. Não sou uma ‘expert’ em vídeos, estou apenas aprendendo, e neste caso se trata de um vídeo em processo sobre o processo. Como um trecho que fala do início e seu desenrolar em ramificações possíveis. A escolha das imagens está relacionada com minhas escolhas, vivências, meus apoios na pesquisa, a organização desordenada, os meios, os grupos, as trocas, os achados e perdidos, as singularidades. A escolha da música harmoniza o sentido do projeto e torna significativa a busca do equilíbrio, tanto no diálogo com as imagens quanto nas reflexões sobre as aulas, baseada também no relacionamento com os estudantes.
"É, portanto, simultaneamente nos seus aspectos aleatórios/agressivos e nos seus aspectos nutritivos/protetores que o ecossistema complexo constitui a escola do desenvolvimento da vida. Longe de libertar-se do meio, o autodesenvolvimento necessita cada vez mais dele. A nossa singularidade extrema está ligada à marca de acontecimentos exteriores tornados os nossos acontecimentos. Não se trata aqui, como veremos mais adiante, de esquecer a determinação hereditária. Mas cada um pode dizer também como Ortega y Gasset: "Sou uma parte de tudo aquilo que encontrei". (MORIN, 2005, p.82)
A parte “matérica” do diário está em andamento e, se o tempo e as mídias continuarem a proporcionar momentos reflexivos intensos (funcionando), pretendo desenvolver outro vídeo. Veremos...
Até mais... Abraço!
Gliciane Schuster
Referências textuais:
MARTINS, Alice Fátima; "Arena aberta de combates também alcunhada de cultura visual." In: Cultura das Imagens: Desafios para a arte e para a educação, por Raimundo Martins e Irene Tourinho. Santa Maria: editoraufsm, 2012.
MORIN, Edgar; O Método 2:A vida da vida; Sulina, Porto Alegre, RS, 2005.
Referência musical:
SPINETTA, Luis Alberto; "Toda la vida tiene musica", Invisible, 1977.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

314 - Pilar

Aula de número 9: Avaliação parcial.
Proposta de pesquisa na sala de informática foi aceita e elaborada por cerca de 70% da turma.
Muitas questões e negociações em alguns momentos e tensões em outros (estes, ponho na conta do contexto). 
A imparcialidade, por vezes, não é possível (mesmo que implicitamente), pois quando se está entre a instituição e o sujeito, como mediador de uma questão outra, tendemos para o que se refere mais à questão, que é outra, está além dos muros escolares e do próprio sujeito em seu individualismo (mas não em sua individualidade).
A avaliação completa, de fato, ficará para a próxima aula. Expectativas imensas...espero poder controlá-las.

E para relacionar nossas discussões desta semana de maneira propositiva, deixo linkado um texto das antigas: Ritos corporais entre os nacirema - Horace Miner

Bom findi!

.Gli.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

# 314 - Pilar



Aula de número 8: avaliação dos trabalhos da aula passada. Discussão sobre o que foi entendido, feito e relacionado. Cada estudante falou sobre seu trabalho, dialogamos na tentativa de socializar a dúvida e o estranhamento, bem como os encontros e tentativas pessoais de criação, reconstruindo as relações na busca de objetivos e “desobjetivos” inerentes a cada processo. Alguns momentos complicados e tensos, outros momentos de compreensão ou mesmo convergência de pensamentos. Na tensão do diálogo interpreto a falta de envolvimento ou interesse específico na área por alguns ou a questão mais pessoal de não ser de seu interesse dialogar com os colegas ou com a professora de maneira ampla, visto que estávamos em uma configuração circular e todos podiam ver-se e escutar-se. Na convergência em alguns momentos, vejo que procede por afinidade de alguns com a arte ou por serem estudantes aplicados. Em ambos os casos percebi a falta de diálogo não apenas comigo, mas entre eles: ver o trabalho do colega, interpretar, ouvir o colega, falar o que pensa...
“Não gosto de artes, não serve prá nada mesmo!”: poderia resumir a opinião e atitude de alguns nessa fala, mas ela não é real. Apenas faz parte de um velho discurso escolar que em vários momentos aparece de forma diferente. Então me recomponho da insignificância como marca registrada e estigma das artes e, penso mais uma vez: como falar de arte e vida (nas suas possibilidades para além do cotidiano) em um contexto de choque, onde a sensibilidade é engolida pelo mercado e por suas exigências? “Aulas atraentes”? O que é atraente para quem?