segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ana Cláudia - 7ª aula - Coronel Pilar



Lugar vazio...?
Não o físico, mas o que sinto? Ainda na descoberta de saber o que (me) falta...

Essa última aula serviu pra preencher esse "vazio", ainda de forma lenta, mas me fez pensar diferente...
Aula assistida pela Profª Marilda, onde eu sai da extrema preocupação para um quase alívio... De pensar que agora a roda comece a girar, e que tudo aconteça, e eu enxergue acontecer...

A turma ainda estava construindo os diários, e estamos a uma aula de finalizar a proposta sobre a Body Art, onde a pergunta Como eu me vejo? foi relacionada novamente aos desenhos e imagens que eles criaram.
Confesso que talvez, nesse momento, precisava ouvir uma afirmação de que eu era (sou) capaz de lidar com a docência, e desta vez essa afirmação veio com essa assistência e orientação da Profª Marilda, depois de conversarmos sobre a aula.

A preocupação de antes deu lugar a ansiedade de querer mais... Mas não pela falta de tempo, mas por querer construir outras ideias, aprendizados... outros caminhos...
O lugar já não está mais (tão) vazio....




Jean Oliver - Aula 27/04

Neste terceiro encontro, viemos a construir diálogos através de uma dinâmica, utilizando-se das pastas customizadas, em conjunto com um pequeno texto que foi pensado e construído a partir delas e com as questões: como: quem sou?, Como sou, O que sou?


"Nos apresentamos" e conversamos a partir das contribuições de cada um. Assim foi possível conhecer um pouco mais sobre a turma e suas particularidades e com isso, refletimos sobre nós mesmo, um exercício que não se mostrou fácil, mas gerou algumas sementes a serem germinadas em novas propostas.

sábado, 28 de abril de 2012

A escola não existe, por Cris


Eu não acredito na escola. A escola não existe. E não se pode acreditar naquilo que não existe.
Não se pode?
Não existe?
Há aqueles que me dirão:
- Como não existe, se é lá que estou todo o santo dia?!
Ainda assim eu insisto:
- Não existe! Não existe!
Prefiro pensar que não, para poder sempre inventá-la.
Quando acreditamos na existência de algo, nos acostumamos, nos acomodamos, passamos a dizer que as coisas são de determinado modo e que tudo o que está fora é utopia. Ora, não estou falando de coisas impraticáveis, mas de ‘possíveis’. Como disse uma vez Deleuze, “um pouco de possível, senão eu sufoco”.
Não estou falando também de uma re-invenção, de uma re-formulação (re-forma). Estou falando de ruptura, de produzir escombros, restos e, e a partir deles (somente dos que me interessam, dos que realmente me servem) inventar novos espaços. Espaços dentro de espaços. Espaços dentro do tempo. O tempo que corre tão rápido e que me faz acreditar proporcionalmente à sua quantidade que as coisas existem, que são reais.
Acredito que faço isso – destruo a existência da escola e a arquiteto novamente – a cada vez que convido os estudantes a pensarem em outras lógicas, a experienciar as aulas de outras formas, a perceberem-se parte dessa invenção . Quando utilizo a avaliação enquanto um espaço de trocas e não de punição, quando consigo conciliar meus interesses enquanto política micro, diante de uma política macro.
Destruir pode não ser um ato drástico, pode não ser o oposto de construir. Pode ser uma outra face do mesmo plano que contém tantas outras faces.

Imagem: Foto minha.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mauricio - 6º aula - T:82 - Érico Veríssimo

Aula dialógica, diálogos a partir das produções das 2 últimas aulas, narratiavs visuais, o "eu" o "outras".
Poucos levaram suas narrativas e haviam alguns com a corda toda hoje. Mas em circulo e após uma fala mais questionadora sobre "quem sou eu em sala de aula" e do que desejo, consegui proseguir com a proposta da aula. Chegaram a diálogos sobre maquiagem, gosto, aparência, desejo e escolha (time futebol).
No inicio da aula, foi meio desmotivante, pela pouca participação, nestes momentos é uqe me pergunto se realmente assumir uma escola e varias turmas um dia. E logo mais com a participação e interação dos educandos, percebo que como também gost ode estar ali.
Logo me vem a pargunta, "Que relação tenho comigo? Me reconheço como professor e que professor quero ser?".
Algumas vezes temos que ser mais enérgicos, e isso pode abalar um pouco as relações em um primeiro momento, para posteriormente termos uma melhora na aprendizagem.
O espaço de sala as vezes me encomoda, pois ali são gerados tantos conflitos, há toda uma vivência e relação de poder dentro da pequena sala de aula, havendo até mesm oa cobrança de alguns colegas para eu a exerce-lá mais severamete, em um ato de punição aos mais dispersos. Fiquei com pulga atras da orelha, se realmente preciso oprimir para se ter o que desejo ou se temos opções outras sem gerarmos este confrontamente de opressor.
Por isso creio me afirmar como professor/pesquisador/educador, quando ao invés de punissão, parto para o diálogo, coletivo ou individual. Crei oque dialogando muita coisa se resolve, principalmente como se dá o ton e encaminhamento do diálogo. Ai me surge a palavrinha, "COMO" o como é encaminhado, como sou, como digo, como falo, como me expresso, como realizo a ação metodológica, como dizer as coisas de uma maneira mais respeitosa e argumentativa. O "COMO" como contraponto para construirmos estas relações existentes em sala de aula.

Deixarei um video, ok. Abraço...

Tenham todos um ótimo findi e feriadon...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aula do dia 24 – Deise – Coronel Pilar



    Neste encontro temos a presença da Prof Marilda. Inicio a aula na sala de aula contextualizando os dois artistas (Vik Muniz e Van Gogh) numa conversa com a turma. Em seguida nos dirigimos para a sala de informática com o objetivo de realizar uma pesquisa referente a vida, obras, temáticas e peculiaridades dos dois artistas.
    Durante o segundo período de aula um dos focos foi a problematização por parte da turma referente a temática e materiais utilizados pelos dois artistas. Chama-me muita atenção a relação que uma aluna faz quando conta que descobriu em sua pesquisa que o artista Van Gogh já naquela época também já se preocupava com questões sociais e assim as retratava em suas obras dentre outras questões que se fazem presente em suas pinturas.
    Ao final da aula os educandos entregaram material de pesquisa por e-mail e/ou escrito conforme solicitado no início da aula e atentos para as questões de pesquisa propostas. Nesta aula discutimos questões de efemeridade (muito presente nas obras de Vik Muniz) e ao mesmo tempo a contribuição da fotografia para o processo do artista. Alguns alunos também colocaram questões fazendo relação com o processo de criação dos artistas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A imagem da letra - Turma 102 (Francieli)

As aulas com a turma 102 estão andando calmas, até demais. Estou sentindo-me estranha pois parece que estamos empacados em uma proposta que não vai adiante. O trabalho que desenvolvemos nas últimas 3 aulas (dois encontros nas quintas-feiras e um no sábado). Em uma das quintas compareceram apenas 4 estudantes e no sábado apenas 3. Dessa forma tive que retomar a atividade na semana passada para que todos entendessem.
Estamos trabalhando a partir de letras de músicas que eles trazem para as aulas como sendo músicas que tenham relação com seu cotidiano. A proposta era que os estudantes pensassem em uma maneira de transportar para o campo da imagem o texto da letra da música escolhida.

Para isso apresentei à eles alguns exemplos dentro da arte de como isso funciona:

Obra de Jorge Macchi

Hieróglifos Egípcios

Escrita Cuneiforme - Sumérios

Quadrinhos -Redes Sociais

Além dos exemplos que eu trouxe, os estudantes contribuíram também dando exemplos no seu dia-a-dia: sinais de trânsito, grafite, o cinema. Gostei desse momento. As imagens suscitaram outras contribuições, vindas deles, e isso para mim foi muito válido. 
Um estudante elaborou um vídeo, e outros ficaram pelo desenho. Como eu vi que a proposta não os motivou pensei em outra forma de aproximá-los mais do contexto. Nesse sentido propus que usassem esses desenhos como projetos para estampas, que iremos elaborar amanhã. As estampas serão com carimbos feitos a partir de EVA. Fiz alguns trabalhos em casa para apresentar à eles e também busquei alguns artistas que trabalham de forma similar. 

Orticanoodles

Orticanoodles

Tentarei estimular a curiosidade deles por artistas que trabalham com base no stencil e carimbos. Aproximá-los de artistas que trabalham com serigrafia e estampa também é um dos meus objetivos, mas isso acontecerá semana que vem...

Veremos o que posso colher dessa aula de amanhã...

terça-feira, 24 de abril de 2012

6º e 7º Aulas - Coronel Pilar - Florence

6º Aula - Discussão sobre a obra, sobre o que fizemos até aqui

Avaliação
Conseguimos refletir sobre a nossa trajetória de aulas até aqui?

Sim. Discutimos e voltamos em muitas questões sobre as nossas aulas. Os alunos que não olharam os vídeos na aula, olharam em suas casas, falaram sobre a obra, sobre a relação que acreditavam  ter o vídeo com as nossas aulas.
Perguntei aos alunos se era possível perceber um fio condutor interligando nossas aulas. Se uma atividade tinha a ver com a a outra e principalmente se tudo isso tinha a ver com eles e suas vidas, seus cotidianos e com a arte! 
Recebi respostas de todos os tipo, todas justificadas de formas diferentes fazendo com que eu percebesse como estavam sendo as nossas aulas no ponto de vista dos educandos. Foi muito importante parar para retomar alguns assuntos, visto que a minha ansiedade em relação ao tempo de 45min tem atrapalhado de certa forma o aprofundamento de alguns assuntos.


7º Aula - Espaços cotidianos - preparação para a investigação

Avaliação
Como os educandos contribuiram para a aula? Como os alunos reagiram a apresentação da obra e como a relacionaram com seus cotidianos? conseguimos refletir sobre nossos espaços cotidianos? 

Nesta aula os alunos conseguiram parcialmente apenas contribuir com a aula. Como foi proposto a eles que sugerissem  possbilidades de investigação para os nossos espaços cotidianos, assim o fizeram propondo ferramentas como a fotografia e uma caixa onde colocaríamos objetos pertencentes a determinado espaços. Nesta aula não vimos a obra de Waltercio Caldas -"O ar mais próximo", pois acreditei ser válido experimentar primeiro a proposição dos educandos para depois conhecermos a obra. Trabalhamos um fragmento de texto, que descreve a opinião de um crítico frente a obra do artista, o fragmento deverá ser aprofundado na próxima aula, assim como outras questões que ficaram pouco discutidas.







4º e 5º Aula - Coronel Pilar - Florence

4º Aula

avaliação:
Atingi meu objetivo de fazer os alunos refletirem sobre como estão vendo o que os cerca? Ficou nesta aula a pergunta de como eu posso rever meu objeto? Como explorá-lo? O que isso tem a ver com a arte?

Com certeza essa aula deu certo, antingimos em parte nossos objetivos. Os alunos troxeram seus objetos e nós realizamos a atividade proposta, notamos que os donos dos objetos expostos na sala, não o conheciam tanto  o quanto achavam, exceto um colega que expôs uma jaqueta que ele mesmo confeccionou, podendo descrevê-la totalmente com riqueza de detalhes. Foi muito interessante nossas discussões, pois procuramos dar conta de explorar os objetos, pensando questões como a escolha deles para entrarem em nossas vidas e os objetos enquanto proporcionadores de experiências. 

5º Aula

Nesta aula na sala de informática, o objetivo foi que cada aluno investigasse sobre o artista que lhe foi proposto nos bilhetes colados por mim junto aos seus trabalhos de colagem. Além deste artista, na segunda parte da aula procuramos ver a obra de Runa Islam como havia sido proposto na aula anterior.

Conseguimos ver os artistas e a obra de Runa Islam?

Em partes sim, alguns alunos conseguiram entrar nas páginas dos artistas e estabelecer um primeiro contato. A obra de Runa Islam, pouquíssimos alunos conseguiram ver o vídeo, pois a internet não estava colaborando para a proposta. Pedi que os alunos procurassem pelo que não encontraram na aula em casa, em seus computadores.

Seja o primeiro a ver o que você vê como você o vê - Runa Islam

7ª aula na Escola Coronel Pilar (Rose)


Eu gosto da chuva..
Há quem goste do frio, do calor, do ar seco ou da neblina
Eu gosto da chuva...
Mas esta mesma chuva que faz agente se sentir confortável é a mesma que nos incomoda se ao sairmos e não levamos o guarda chuva nos molha.
Ainda esta mesma chuva irriga a terra, fazendo com que frutos e flores cresçam e vinguem
Ela também nos proporciona resfriado se ficarmos muito tempo molhados
Traz bons sonhos se dormirmos
Ah, o barulho da chuva..
E o cheiro da terra molhada?
Como os girassóis lá de casa agradecem por esta chuvinha
Mas os moradores de rua não a apreciam
As alfaces riam de alegria
Mas se precisamos caminhar longe não nos agradamos dela
Há aqueles que se divertem caminhando pela chuva
Correm, pulam nas poças d’ água
Pode ser divertido, estressante, alegre ou preocupante.
Depende por quem esta chuva é vista, percebida e encarada
Ainda depende do modo como a sentimos
Embora eu precise sair em dia chuvoso eu ainda aprecio suas gotículas caindo lentamente e molhando o solo.



6ª aula na Escola Coronel Pilar (Rose)


E minhas aulas eram sempre as mesmas...
Os mesmos questionamentos, as mesmas falas
Os mesmos vídeos, “sempre os vídeos professora”!
A arte da repetição
E o pior de tudo, depois de ter feito todos os estágios
No segundo semestre participando do Pibid
E depois de ouvir os professores falando a respeito
Mas parecia uma mula empacada, não ia e nem vinha
Só repetia...




PS: Esta foi a 6ª aula, que aconteceu ou não na segunda-feira passada. Não havia postado antes por motivos que o grupo já sabe.
PPS: Estou tentando colocar reflexões a cerca dos encontros, e escapar dos relatos das aulas.


Luana - Escola Maria Rocha

Hoje não tivemos aula.
A Direção propôs uma  reunião com pais, alunos e professores do 1º ano do E.Médio, no primeiro e segundo período, que por conseqüência coincidiu com os meus da 13:00 da tarde às 14:30!
Já que não tive aula, vou relatar um pouco da reunião,  acho interessante compartilhar...
A preocupação  na reunião foi a reforma do ensino médio que veio homologada em março para as escolas públicas sem como estas saberem trabalhar a partir dos projetos de trabalho de forma interdisciplinar.
Percebi no relato do Diretor e dos professores o quanto  estão inseguros em função desta reforma, e ainda estudam entre eles como adequá-la a sala de aula.
O propósito da reunião foi expor aos pais que estão preocupados que seus filhos não passem no vestibular. Pois com a reforma as aulas não estão mais tão centradas em conteúdos.
Achei muito interessante esta atitude da escola de não esconder ou omitir da comunidade as suas inseguranças e as suas dúvidas, até porque todos os participantes estavam livres para opinar quanto a situação e o Projeto Político  Pedagógico estava ao acesso de todos.
Pediram a compreensão dos pais ou responsáveis quanto  essa situação de mudanças.
Penso que pedir/ter compreensão já é  demonstrar uma atitude de confiança e  respeito com o outro.  Características de uma relação de Cuidados e não de um Regime Intransigente.

Marcos Cichelero 02/04/2011- Escola Estadual Margarida Lopes


Foi o primeiro contato com a turma. Serão ministrados os 2 primeiros períodos, sendo assim, as aulas iniciam as 13:15  e  termina as 15:05, na primeira aula eu assisti a aula no primeiro período e a atividade proposta pela professora era copiar alguns símbolos geométricos desenhados por ela no quadro. No segundo período me apresentei, e os alunos se apresentaram, falei sobre meu projeto e perguntei o que eles sabiam sobre arte, listando no quadro o que eles disseram q era arte.

Trabalho proposto na aula anterior.

domingo, 22 de abril de 2012

Priscila.. Tentando começar...


Aula 09/04
Um pouquinho atrasada..

Segunda feira no primeiro e segundo período de 45 minutos cada tive meu primeiro encontro com a turma 61 onde a professora utilizou o primeiro e metade do segundo período para o termino dos trabalhos sobre a pascoa. Os alunos terminaram de pintar suas cenouras de papel e teve um miniconcurso entre os alunos para a mais bela composição das estampas feitas no trabalho.

Posso fechar-me em segredo,
não é por medo, é amor.
Não me roubem mais palavras,
mesmo as achatadas na garganta
são silenciadas em teu louvor.
Posso nada te dizer,
um olhar não vale tanto?
Que me deixes só sofrer e escrever,
refugiada neste triste manto.
Lágrimas que caem no teu peito ecoam,
sentes os vendaváis? Ouves os meus ais?
Os sentimentos estão na proa.
Sinto-me curvada pela cruz pesada,
sinto-me alma penada, sem entendimento.
Escuta. Dói mas passa.
O que não nos mata torna-nos mais fortes,
se morrer é porque sou fraca.

Este poema de alguma forma me fez lembrar o modo como a professor tratava os alunos enquanto eu somente observava. O silencio dentro da sala devia ser de uma igreja, aonde todos prestam atenção as belas palavras do padre, mas sendo que ali era uma sala de aula e o assunto pelo o que percebi no era do agrado deles.

Com isto me pergunto qual a intenção das professoras terem em manter tudo em ordem?

Por que os alunos devem guardar suas opiniões e gestos para si, se tornando quase estatuas. Qual o proposita da educação vir somente dos professores?

Mesmo ela tentando colocar ordem de um quartel os alunos se rebelavam cada vez, contra todo aquele conceito de escola perfeita. Crianças não são para ficarem sentadas somente “absorvendo” conteúdos, precisam alimentar o fato de que podem criticar e refletir sobre assuntos que algumas vezes não são nem próximos ao seu cotidiano.

Quando a professora se retirou e eu comecei a conversar com a turma, nos primeiros instantes todos me olhavam tentando de alguma forma definir “como será esta nova professora?”. A turma quase se tornou outras pessoas, os alunos se acalmaram como se a pressão que fazia eles se agitarem sumir.

Expliquei como seria os decorrer das aulas, quais conteúdos trabalharão e alguma coisa que traria para as aulas se ocorresse tudo certo. Quando acabou a aula fui para a sala dos professores aonde ocorreu mais um choque com a estrutura que as professor possuem em relação aos seus alunos. Comecei a relatar a professora como tinha sido a aula e outra professora se aproxima inteirando-se da conversa, quando soube que era turma 61 tentou me dar diversos conselhos, para ser quase uma tirana com os alunos.

Elas não percebem que algumas vezes o problema não é com o exterior, mas sim com interior. Dizem que são péssimos alunos e não tentam mudar em nada sua forma de agir.





Jean OIiver - (Re)iniciando

Aula 01 e 02 (novamente!)


          
Como foi necessário trocar de turma (antes 72, agora 71) em função de meus horários em trocas na escola, agora reinicio em uma nova turma, um novo “público”.

No primeiro encontro, uma pequena apresentação do que trabalharíamos nas aulas, logo algumas perguntas a serem respondidas e entregues. Com isso aprendi um pouco sobre os educandos, sobre como são e irão se portar, pois esta é uma turma bem diferente da anterior. Assistimos o mesmo clipe que eu havia “passado” para a outra turma, os resultados foram diversificados, mas conseguimos pensar nas imagens, encontrando significações, relações e inquietações. Destacando a desaprovação da turma em relação a música Pop, já que estão mais ligados ao Rock, o que já me deu algumas ideias.



No segundo encontro, trabalhamos a partir da questão “quem sou eu?”, contida no questionário da aula anterior, refletindo e discutindo em questões, como: quem sou?, Como sou, O que sou?, vindo a contribuir para a customização da pasta que cada educando irá utilizar para guardar seus futuros trabalhos.

         Esta proposta surtiu bons feitos. Através de inúmeros recortes, colagens, desenhos, foi possível que a que pensássemos sobre nós mesmos, relacionando gostos, questionamentos, preferências. Digo nós, pois também vim a construir uma.

sábado, 21 de abril de 2012

Ana Cláudia - 6ª aula - Coronel Pilar

Como competir com a prova de biologia??

Esse foi meu primeiro pensamento quando entrei na sala e quase todos estavam eufóricos com seus livros de biologia, e depois que perguntei e confirmei que realmente tinha prova no próximo periodo, dei uns minutos para que todos se ajeitassem com o material para a aula de artes.

Passou voando, que aula rápida... o primeiro tempo consegue ser mais curto que o normal e não consegui finalizar o plano sobre a Body Art... vamos nos estender mais uma aula, mas sai com outra sensação da sala, não tão pressa aos meus últimos pensamentos... melhor... bem melhor....

Mas e esse tempo curto.... ou curto tempo? A espera de mais uma semana!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mauricio - 5º aula - T:82 - Érico Veríssimo

Olá a todos, como vão? =)

POis então...

Eu me narro, onde e quando? para que serve isto? não vai dar certo!

Uma e outro sempre não querem fazer ou fazem nada só por fazer!

Dúvidas e mais dúvidas após explicar continuação do que fazermos com as narrativas, logo estas terem acabo no início desta mesma aula.

Troca e troca, escreve... escreve, e Escreve... massante, sim, mas importante.

Optei pela elaboração de narrativas do "eu" e juntamente a narrativa "outra", se apropriam das nrrativas do "eu" do outro, para criarem outras. Em circulo ocorre a troca das mesmas. Tudo é novo e difícil, botar a imaginação para funcionar... criando recriando e abusando da pessoa, em 1º, 2º e 3º.

Cultura, tradição gaúcha, Consumo, Tecnologia, Vícios, vida ou morte, objetivo e nova york, um lugar melhor. Estes foram alguns dos temas tratados nas narratiavs criadas de outros, próxima aula trataremos das narrativas do "eu".

Reinventando a proposta sem perder o foco no objetivo, creio ser possível. Assim espero.

Revisitar planos futuros, modifica-los e readequa-los a turma, pois a cada aula se conheçe um pouco mais, e novas ideias, possibilidades, experimentações e espaços surgem, como estimulo para uma aula mais diversificada e estimulante, pois a sala parece-me, ainda, um local de aprisionamento, contenção do corpo, mente e criatividade (e participação).




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Deise - Aula do dia 17

Já estava com saudade...
Depois de ter ficado uma semana sem contato com meus alunos volto e sou recebida com estas frases: “- Sora! Eu senti saudades...” “-  Sora! Achei que tinha nos abandonado.. mas então vai mesmo ficar até o final do ano com a gente".
Retomo então a atividade que havia deixado para a Prof. Maria Tereza conduzir na aula anterior.  Esta aula tinha por objetivo dar conta de algumas anotações e considerações sobre as diferenças entre charge, cartoon, ilustração, caricatura e histórias em quadrinho partindo de um pequeno texto e imagens trazidas pelos educandos. Para tanto, algumas questões lançadas para que cada um respondesse a partir da imagem que trouxe, gerou discussões sobre alguns temas como: corrupção na política, atenção aos animais, infância/imaginação/medo, exclusão social.
Ao final da aula permaneço na escola para escrever sobre as experiências com os educandos. No entanto, minha atenção acaba se voltando para algumas falas. Falavam do “sistema” das escolas estaduais. Traziam alguns questionamentos a respeito do comportamento dos alunos, pais e professores. No momento, percebi que se encontravam preocupadas em entender qual era realmente a função do professor. Algumas falas me chamaram muita atenção: “Não sou educadora e nem quero ser!”; “Educadora é quem trabalha com os anos iniciais!”; “Quero que os alunos venham educados de casa para que eu possa entrar na sala e ‘tacar” conteúdo”.
Saí da escola muito inquieta com estas questões e fazendo relações com o que buscamos contextualizar nas nossas reuniões, aulas e encontros na UFSM bem como com minha prática docente...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quinta, Sexta e Sétima aula - Karina

  • Na quinta aula, questionei os estudantes : é muito difícil falarem sobre si mesmo?. No encontro do estágio pude perceber, pelas colocações do Cris, que sim, é difícil, porque este tipo de atividade opera em uma lógica diferente da que eles costumam trabalhar na escola. Nesta proposta, eles responderam aos questionamentos elaborados por eles na atividade anterior... Coloco aqui duas questões... “Por que pensamos nas mesmas coisas? As pessoas preferem as mesmas coisas por não estarem informadas?”. Através delas posso dizer que sim, perceberam as semelhanças nas respostas que deram ao questionário lá do início, que apareceram posicionamentos de caráter diferente a partir do que foi questionado, e que essa atividade ao ser feita de forma escrita, me ajudou no sentido de poder ter todas as opiniões ali contempladas, o que no debate é mais difícil, pois alguns podem ficar com vergonha de se colocar. 
  •  Na sexta aula, onde eu ainda queria discutir sobre algumas respostas que havia selecionado, deixei em aberto a proposta, e iniciei a atividade que buscava características para nossa sociedade... (também porque já tinha marcado a informática)... Junto com toda turma listamos as características que estão na imagem que coloquei do meu diário. Eles, no laboratório de informática, selecionaram que imagens melhor representariam o individualismo, a mídia, o preconceito, entre outras... No próximo encontro é que vamos trabalhar em cima dessas questões, trazidas pelas imagens, por essas escolhas, e pelas ideias que eles têm da sociedade em que vivemos. 
  • Na sétima aula, voltei aos posicionamentos trazidos por eles (da quinta aula), selecionei algumas colocações para que eles fizessem comentários, se achavam que funcionava daquela maneira mesmo, ou se tinham outras ideias a respeito daquela afirmativa. A atividade também foi feita através da escrita, era para ser debate, mas não ousei tentar...!! Em alguns momentos via eles comentando entre si sobre as respostas, e falei que queria que a atividade fosse feita dessa maneira, mas naquele momento não teria como acontecer (turma agitada, fala alto, é difícil a realização de uma debate), mas ainda vou tentar. Pelo que responderam, vi que há um grande esforço por parte de alguns em refletir sobre o que foi proposto, e achei muito legal. Também há quem, que por comodidade ou algum outro motivo qualquer, responde “qualquer coisa”. Sei que foi uma atividade um pouco limitada no formato, mas rica em contribuições feitas por eles!
  • Na imagem do diário trago também um trecho do texto da Ana Mae debatido em aula, onde eu percebo certa relação com o meu projeto...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Luana Terceira aula de Maria Rocha

Olá pessoal. A semana passada a direção da escola tinha pedido que essa semana eu desse aula na quarta-feira, pois na terça-feira (que é meu horário fixo) teriam uma outra atividade. Tudo bem eu topei! Só que hoje ao meio dia recebi a ligação da prof titular, dizendo que a minha aula essa semana seria ainda na terça-feira! Levei um susto, pois não tinha almoçado. Saí “voando as tranças”! Louca de medo, pois não gosto de chegar a aula sem nenhum estudo e revisão antes, sem preparar materiais, pesquisar imagens, antecipar algumas perguntas para questioná-los.... Como é assustador trabalhar com o “inesperado”, nooossa! Meu objetivo inicial para essa aula seria termos uma conversa mais esclarecedora sobre as artes visuais e assim introduzir ao tema do projeto. Então organizei a turma em círculo, indaguei o que tinham entendido do texto que eu tinha distribuído a aula passada para lerem em casa. Destacamos alguns trechos do texto que falava das linguagens tradicionais e das mais contemporâneas. Expliquei sobre a diversidade de linguagens e de técnicas. Nesse momento uma menina comentou que viu no Fantástico sobre o artista Stelarc, que fez uma obra com “uma orelha no braço professora, que maluco”. Aí comentei sobre a arte tecnologia, que a arte evolui enquanto técnica, (mesmo assim não podemos excluir outras formas de expressão artística ou dizer que uma é melhor que a outra), mas que são questionamentos que o artista nos propõe por fazer parte do contexto que nos deparamos hoje num mundo globalizado, em função das tecnologias. Aos poucos fui me dando conta que a dinâmica do círculo nos permite olhar uns aos outros e assim discutir sem tanto medo, percebi que, assim como eu, foram também conversando, trazendo suas dúvidas e discutir sobre as artes visuais não ficou tão assustador assim. Introduzi com o tema projeto, falei dos objetivos, comentei da imagem do corpo na história da arte e nas imagens do cotidiano e como nos relacionamos com elas. Pelo menos pretendia ter levado mais recursos para que a tarde não ficasse só em discussão. E já que não temos como criar expectativas para o que é inesperado, a aula tornou-se um tanto surpreendente! Gostei. “Um brinde ao inesperado e as diversas formas de seguir em frente”. (Mário Quintana)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Nairaci – 5ª aula – Turma 101 – Érico Veríssimo

Nesse dia, 12 de abril, tive um probleminha de saúde por isso não pude dar aula. Enviei o plano de aula para a Ana Cristina e pedi que começasse a atividade com os estudantes. No sábado, dia 14 de abril já estava melhor, medicada e sem dor consegui ir à escola dar aula. Acredito que por ser sábado e ainda estar chovendo compareceram apenas 4 alunos: a Amanda, o Gabriel, o Ismael e um aluno novo, vindo do Colégio Objetivo, o Atauã. Nesse dia os períodos estavam reduzidos, foram de 30 minutos. A Franciele estava ocupando a Sala de Artes com apenas 3 alunos, resolvemos dividir o espaço já que eu precisava da sala pois pretendia dar continuidade ao plano de quinta que a Ana tinha dado início. Os estudantes estavam em ritmo de sábado com chuva e eu em ritmo acelerado, de quem não tinha dado a última aula e estava em débito com todos. Busquei os estudantes na sala de aula e levei-os para a sala de artes, distribuí os materiais, fiz a chamada e falava muito, tudo isso rápido. O aluno novo me olhava, meio espantado, sem entender bem o que eu queria...Claro!!!Ele é novo, ainda não estava sabendo de como estávamos trabalhando...dei algumas explicações pra ele. Os outros reclamavam que não achavam as imagens que queriam, que as revistas só tinham mulheres peladas, liam as reportagens dos artistas, faziam comentários, nada a ver com nossa proposta e nada referente ao trabalho previsto para aquela aula aconteceu. Nossos ritmos não estavam afinados. Era sábado, com chuva e os períodos reduzidos!!!Melhor botar a culpa no sábado, na chuva e na Mariléia por ter reduzido os períodos!!!

Nairaci - 4ª aula – Turma 101 – Érico Veríssimo

Minha 4ª aula foi no dia 05.04.2012, o dia do temporal. Nesse dia a Mariléia havia decidido encurtar os períodos para 30 minutos já que os estudantes estavam molhados em função da chuva. Quando cheguei os estudantes estavam em sala de aula com a Ana Cristina me esperando, só que faltava apenas 5 minutos para terminar o período, nem comecei a trabalhar com eles, dando tempo apenas para fazer a chamada. Estavam presentes 4 alunos: a Amanda, o Gabriel, o Ismael e o Vítor.

domingo, 15 de abril de 2012

Suyan_ 3ª aula Escola M.Chácara das Flores

Aula da sexta-feira 13!! (obs: somente um estudante comentou sobre a data e me indicou vários filmes de terror apesar de comentar para ele que não gostava dessa modalidade) Como é previsto pela direção, tocou a sineta e todos precisam formar uma fila para entrar, primeiro as meninas e depois os meninos. Não vejo necessidade disso mas preciso acatar as normas. Dessa vez o Professor Luiz Tadeu não compareceu, devido a problemas com seus horários ele pediu transferência para o turno noturno, mas não comprometeu meu estágio. Pensando na aula anterior, onde alguns grupos terminaram a proposta e outros não, solicitei que formassem os grupos novamente para que concluissem o trabalho. No meu plano utilizaria o data show, que infelizmente ainda não está disponível porque precisam organizar a sala, então tive a infeliz ideia de mudar o plano.. Levei isopor, papéis, cola ..materiais para maquete e pensei que poderia utilizar a história deles da aula anterior, mas antes demonstrei pelo meu notbook a abertura de Passione de Vik Muniz e algumas outras obras dele!! Bom, alguns prestaram a atenção ou pelo menos tentaram porque não foi boa ideia utilizar o notbook!!Somente um estudante falou sobre o artista, que já conhecia e acertou o nome. Gostaram dos materiais que o artista utilizou, mas a turma ficou dispersa. Solicitei que eles recriassem a história deles em 3 dimensões a partir dos materiais que havia disponibilizado e que incrementassem a partir de outros materiais alternativos que trouxessem de casa fazendo um parelo com a obra do Vik.. Particularmente, fiquei infeliz comigo mesmo!No decorrer todos participaram, mas pareceu um fazer por fazer.. Tenho dificuldade em trabalhar sem o datashow, não utilizei o make off do Vik Muniz pelo tempo do vídeo e também seria impossível fazer com que 15 crianças observassem um notbook. Espero achar uma solução..

Suyan _2ªaula Escola M. Chácara das Flores

Nos encontramos novamente somente no dia 6/4 devido ao feriado da Sexta-feira santa ocorrido no dia 30/4. O Professor Luíz Tadeu novamente me apresentou a turma só que dessa vez conversou com os estudantes dizendo que a partir daquele instante eu seria a responsável das aulas e ele seria um colaborador que estaria presente. Logo, apresentei a proposta prevista, solicitei fizessem os grupos para a tarefa. Um estudante demonstrou na hora que não gostaria de trabalhar em grupo e disse que não faria (a proposta era que criassem em grupos uma história). Gostei de observar que todos participavam, e o João(nome fictício)que não queria participar , sozinho criou sua própria história. Permiti que assim o fizesse pelo seu envolvimento! Alguns grupos terminaram a história e leram para mim, assim solicitei que narrassem as mesmas através de recortes de revistas e papéis coloridos. Mas nem tudo saiu como planejado..um outro grupo que não tinha terminado de escrever pegou uma revista do grupo mais adiantado só para ver e como previsto, a história deles foi a partir das imagens que acharam interessantes. Foram influênciados pelo que viram. João acabou me surpreendendo com sua história de guerras planetárias e suas narrativas visuais,leu primeiramente para o Prof Luiz e após relutar um pouco leu para mim também! Fiquei feliz. O horário foi reduzido em meia hora, então ficamos combinados de continuar a proposta na semana seguinte!! A aula terminou e sai com uma sensação boa, pela participação dos estudantes, pela criatividade das histórias narradas!! :D

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Mauricio - 4º aula - T:82 - Érico Veríssimo


Olá a todos leitores e colegas da docência.
Semana passada não houve aula, pois foi feriado nacional.

Nesta sexta-feira 13 (13/04) para minha surpresa ocorreu tudo bem. Pois andava com um azar nesta semana, que até esperava o pior para esta aula.
Contudo tudo coreu bem na criação das narrativas visuais, a partir do recorte e colagem de imagens em uma superficie (papel A3), expondo através desta imagem criada, suas narrativas do "eu".
Poucos educandos trouxeram o que fora pedido, imagens que se lembrassem de algo de sua vivencia e do seu cotidiano.
A aula ocorreu na sala de artes, por este fato a turma ficou bem faceira, pois finalmente sairam do espaço de sala de aula.
Educanda Bá
"quero desenhar, quero DESENHAR"

De tant oque já ouvi isto, tive que conversar sobre, e finalmente chegamos a alguns e outros assuntos pertinentes da relação educandos x professor e professor x educandos.

Procurarei falar mais baixo e igualmente a turma tentará conversar menos.
Foi o acerto, e da liberdade de desenharem ou realizarem outras coisas, caso acabe as atividades. (sem perturbar os colegas que ainda não finalizaram.

Ao questionar as narrativas que estava msendo criadas, percebi o envolvimento com as mesmas.
Aluno A, me narrou o que havia escolhe, da causa e reflexão a partir daquelas imagens.
Percebi ainda que as imagens catadas e recortadas de revistas, também eram tão importantes quanto as que fram trazidas de casa,, como o ursinho de pelúcia, fotos da família, foto impressa dos esmaltes.
Só percebi quando os questionava (individualmente) sobre suas imagens.
Me fez perceber que as vezes produzem e se envolvem tanto com o que fazem que, o que para mim parecia uma bagunça, talvez está fosse uma bagunça muito produtiva. (creio precisar de mais "bagunças" como a de hoje).

Fato importante foi que a aluna R me indagou, "Viu sôr, como a turma está quieta!".

Para próxima aula estaremos compartilhando as narrativas e visualizando outras que não as narrativas deles. E assim continuaremos o 3º plano de aula.

ps: No término da aula, começo do recreio, pedi a ajuda para arrumação da sala de aula, onde quase todos me ajudaram a limpa-lá e por tudo em ordem, lápis, tesouras, giz de cera, revistas e sobra de papéis no lixo. Então, um muitissimo obrigado, foi suficiente para, enquanto eu guardava tudo no armário o organizava, me sorrirem e agradecerem por ter agradecido a ajuda. (Fiquei feliz em perceber, como valorizam as pequenas coisas e como isso pode fazer diferença na confiança entre nós, aprendizes.)


quinta-feira, 12 de abril de 2012

TEMPO...TEMPO...TEMPO....desapareça...(Luise)


Esta semana ainda tive encontro com a turma na quarta-feira e pelo visto, seguiremos assim, pois o retorno do meu horário para quinta-feira parece ser um sonho distante...(risos). Esta situação que mais uma vez se repete na minha vida (sim, passei pela mesma situação no estágio 2) me colocou a pensar...

Não tenho conhecimento de como a escola (digo escola em geral) estrutura e planeja os horários das disciplinas e portanto não seria pertinente fazer críticas acerca disso, porém é inevitável alguns questionamentos. Durante os estágios e PIBID, venho percebendo que a maioria das escolas se organiza para ter um encontro semanal (reunião) com os professores, no qual discutem questões referente à alunos, planejamentos, problemas, e demais assuntos de interesse da escola...(acredito ser importante esse momento). Por conta disso os períodos de atividade em aula são reduzidos. Dos 45 minutos que habitualmente ocorrem as aulas, estas passam a ser administradas em 30 minutos. Um professor que tenha dois períodos juntos neste dia, talvez sinta a diferença, mas ainda assim , ele tem 1 hora de aula para executar seu planejamento previsto...agora, uma disciplina que possui um único período semanal de 45 minutos e esta passa a ser de meia hora por semana (quando acontece em meia hora) acho que deveria ser pensado. (sem a intenção de fazer comparações).
O mais engraçado (e na verdade não tem graça nenhuma) é que uma das disciplinas que sempre, ou quase sempre, se encontra nesse contexto é a de Artes. Não estou querendo levantar aqui uma espécie de "perseguição à disciplina" ou que "isso tudo é pensado para ser assim mesmo"...Pelo contrário, acho que não é pensado e por isso deveria ser...Às vezes dá vontade de solicitar aos responsáveis que entrem na sala de aula e tentem desenvolver um planejamento num tempo recorde de 30 ou 15 minutos (como aconteceu semana passada). O que quero dizer com isso é...com  a necessidade e importância das reuniões semanais, não seria mais justo adequar para esse dia de aulas reduzidas, as disciplinas que possuem mais de um período de aula juntos?
Claro, não pretendo tratar esse assunto aqui como algo simples, talvez ajustar horários para a escola seja de uma complexidade que nem imaginemos, por isso não desejo que esta escrita seja vista como uma crítica...mas que pensemos sobre isso...Como a escola se organiza? Como ela pensa a disposição de horários e sequências das disciplinas? Como ela vê cada disciplina e como vê o todo?
Bom, me lembro do texto da Paola Zordan "Dos restos, uma fabulação, bem na parte onde ela diz: "um período, cinquenta minutos por semana. Acha pouco? Eu também." E eu pergunto: O que pensas então de meia hora?? (anotei isso no xerox)
Sim, penso que temos de lidar com isso, fazer dos desafios algo que possibilite inventarmos outras possibilidades, reinventarmos os planos, as propostas, as aulas,  O TEMPO...
É nisso que comecei a pensar essa semana...de que forma desenvolver um trabalho de qualidade com o tempo mínimo de encontro que tenho com a turma?? Como repensar as propostas já planejadas e adequá-las a esses encontros?
Porém, mesmo não nos deixando esmorecer diante desses e outros percalços, acredito que também não podemos nos conformar e nos acomodar. As coisas só mudam quando incomodamos e desacomodamos o que está a nossa volta, e para isso, penso que a solução não é apenas remediar o cotidiano, mas inquietar-se com ele, problematizá-lo!!